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Maria, mediadora da fé

Maria, mediadora de todas a graças e da fé (Bodas de Caná), mãe da comunidade (aos pés da cruz), figura da Igreja e da nova criação. Para João em seus escritos, Maria é mais que mera personalidade (pessoa): é uma personalidade significativa e corporativa. Seu significado supera a pessoa individual.


A comunidade do discípulo amado nos oferece dois textos sobre Maria mãe de Deus e nossa mãe, no início e no término de seu evangelho. Primeiro vamos olhar os textos e sua estrutura: Os textos de João 2,1-12; 19-25-27, apresentam a narração da comunidade do discípulo amada, ela é somente a Mãe, a Mulher. Como o discípulo amado não tem nome, também ela não tem nome. Como nele cada um de nós pode identificar-se, assim, nela cada um de nós pode também identificar- se. A comunidade de João a tras em dois acontecimentos: primeiro nas Bodas de Canaã (Jo 2,1-12) e em segundo aos pés da cruz (Jo 19,25-27). Os dois acontecimentos estão ligados pela recorrência literária: mãe e mulher.


No texto das Bodas de Caná, a Maria estava presente com seu filho, logo ao perceber a falta de vinho provoca e antecipa a hora de Jesus. Faz isso pronunciando uma frase: “Fazei tudo aquilo que ele vos disser”. São palavras de aliança, são palavras que fundamentam o seguimento de Jesus. Maria adverte a necessidade. Jesus parece ligado a um programa: minha hora ainda não chegou. Ao insistir ela provoca Jesus a realizar o primeiro sinal, antecipando assim a sua hora. A mãe, mulher adverte a necessidade e vem antes de qualquer programa ou dos projetos. As seis talhas de pedra, deviam conter a água para purificação. Elas estão vazias, secas como o legalismo prejudicial a alma na religião esvaziou a relação com Deus. As talhas são de pedra, algo